Não quero um conto de fadas, quero a realidade
Quando era pequena, imaginava como seria a minha vida e nunca pensei nela sem amor.
Sempre considerei o amor como essa força que move tudo e todos e, para mim, a vida sem amor não fazia qualquer sentido.
Mas eu nunca quis um amor normal e comum. Não, isso era demasiado aborrecido para mim e eu estava convencida de que queria algo mais.
Estava convencida de que tinha nascido e estava destinada a ter mais.
E eu pensava que estava destinada a ter um romance de conto de fadas, a viver um amor e uma paixão sobrenaturais e a encontrar o meu príncipe encantado e o meu Sr. Perfeito.
Para mim, tudo o que não fosse isto era contentar-me com menos. Representava misturar-me com as massas e condenar-me a ter uma vida aborrecida, regular e normal.
E isso era a última coisa que eu queria para mim.
No, I didn’t want to live a calm and peaceful life. Instead, I wanted a storm.
Eu queria uma montanha-russa de emoções. Queria sentir borboletas e queria um homem que me desse tudo isso.
E este homem tinha obviamente de ser perfeito. Tinha de corresponder aos meus padrões imaginários, tanto no que diz respeito à sua aparência como à sua personalidade.
Tinha de ser bonito e educado, e tinha de ter as mesmas atitudes perante a vida que eu. Ele teria de ser o perfeito mistura entre um mauzão e um bom rapaz.
Este tipo teria de ser engraçado e destemido, mas ao mesmo tempo emotivo e vulnerável.
Este tipo tinha de estar pronto a lutar contra o mundo só para ficar ao meu lado. É claro que ele encontraria inúmeros obstáculos no seu caminho até mim, mas tudo seria canja em contraste com o amor que ele sentiria por mim.
E, acima de tudo, amar-me-ia incondicionalmente.
Depois de lutarmos contra todos os obstáculos, viveremos felizes para sempre.
E a nossa relação seria um conto de fadas da vida real. Amar-nos-íamos até ao fim dos tempos e, claro, nunca discutiríamos nem discordaríamos. Numa palavra, tudo seria perfeito.
E depois cresci.
E apercebi-me que tudo isto era pura treta e que não tinha nada a ver com a vida real.
This doesn’t mean I lowered my expectations. It just means I adapted them.
I realized that love is not perfect and that it’s not all flowers.
I realized that a perfect, fairytale relationship doesn’t exist. I realized that there will be cloudy periods and tough phases in every relationship.
I realized I can’t find my perfect guy. And even if I could, this is not the man I want for myself.
I don’t want a puppet or a doll. I want a real man made of flesh. A man who will have his imperfections, which will make him so special. A man whose flaws I will love and who will love mine.
So no, I don’t want a fairytale romance. Instead, I want the real deal.
I want someone who won’t love me any less when we disagree on something.
I want someone who will perceive me as the human being I am. Someone who won’t expect me to be perfect at all times and someone who won’t judge every mistake I make.
I want a man who will accept me for who I am. A man who will love me the same at my best and at my worst. A man who will love me the same in a fancy dress and with a ton of makeup on and in my pajamas with the flu. Someone who won’t expect me to pretend I am something I am not just to impress him.
Quero alguém que cuide de mim quando estou em baixo, que me cuide quando estou doente e que me ature quando estou nervoso.
And no, I don’t want butterflies.
Quero um homem que me deixe calma.
Quero alguém que faça a vida parecer menos difícil e desafiante, e alguém cuja mão na minha mão torne tudo mais suportável.
Porque no fim do dia, ter alguém assim é tudo o que importa. E é a única coisa real.
